7′up
Fevereiro 26, 2009

Sete coisas:
- não assisti nenhum filme nesta última semana de carnaval.
- agora que passou o carnaval, Feliz Ano Novo!
- esqueci qual era a terceira coisa.
- o Sérgio Reis foi preso em flagrante por pedofilia – ele foi pego cantando o menino da porteira.
- neste período de festas carnavalescas eu perdi uma quantia de dinheiro que me fará falta, o meu celular e a minha saúde. Mas valeu a pena [ê, ê, valeu a pena, ê, ê...].
- também esqueci qual era a sexta coisa. Tá foda, heim?!
- estou oficializando, a partir de agora, a mudança do meu sorriso, de dois pontos + parênteses : ), para dois pontos + colchetes : ].
é… tá foda mesmo.
A feeling deep inside.
Fevereiro 18, 2009

Hoje, 18 de fevereiro de 2009, quarta feira, último dia da sétima semana completa do ano.
Consegui ficar uma semana sem beber cerveja, com a intenção de provar a mim mesmo que eu posso. [+Yes, I can.gif]
Mas isso não é importante. O importante [Não! Não é que o banco real da 10 dias sem juros no cheque especial] é que eu finalmente assisti The Bridge, o décimo oitavo filme deste ano. Não sei como foi lançado aqui, de repente nem foi.
Eu postei um pequeno comentário e o trailer de The Bridge no Ócio há um tempão atrás [+postagem], dizendo que a temática me intrigava e que gostaria de vê-lo. Nunca o encontrei em nenhuma locadora, até por isso creio que não tenha sido laçado no Brasil. Mas segunda feira passada eu tive a brilhante idéia de baixá-lo.
O documentário conta com relatos de parentes, amigos e testemunhas de pessoas que decidiram acabar com a própria vida pulando da Golden Gate Bridge, em San Francisco, CA. Existem alguns flagrantes dos suicídios cometidos durante o período da filmagem, em 2004, ano em que 24 pessoas agonizaram entre 4 a 7 segundos no percurso da ponte à água. É um documentário bem interessante e de certa forma chocante.
A Golden Gate Bridge é o local onde existe o maior número de suicídios registrados no mundo inteiro.
Uma motorista após testemunhar um suicídio: When I talked to the highway patrolman, I asked him “Is this a rare occurrence or does this happen a lot?” And he looked at me and he sort of smiled and he said, “It happens all the time.”
O mais interessante nisso tudo é o inexplicável. Aquilo que passa na cabeça da pessoa na hora em que ela toma a decisão final. Qual o sentimento desesperador que a leva até lá? Qual é a sensação de tomar essa decisão e não ter mais como voltar atrás? Perguntas impossíveis de serem respondidas [+google?], tornando os atos impossíveis de serem julgados.
Obviamente o maior problema não é para quem vai, mas sim para quem fica. A dor da perda, o vazio, o sentimento de culpa por não ter conseguido fazer nada para impedir. O sentimento de “eu poderia ter dito mais o quão essa pessoa era especial para mim”.
E este foi o único filme da semana.
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3 em 1.
Fevereiro 13, 2009

Meu último sonho:
Na última noite eu sonhei que o clínico geral da minha família, o Dr. S.M.C, que cuida também de vários parentes meus, e sua seccretária E.F.T [só sei o primeiro nome da secretária, as iniciais que seguem são referentes à Fulano de Tal] estavam com planos de destruir toda a família Furlanetti e Borges juntas.
No final do sonho eu estava reunido com vários familiares e amigos na mansão da minha família, localizada no alto de uma montanha com falésias para o Atlântico em Guriri, para celebrar o aniversário de um primo meu. No final da comemoração, eu e minha irmã pegamos nosso submarino e fomos submersos [parece óbvio, mas na verdade, nada é tão óbvio assim] rumo à Vitória. No meio do caminho, um segundo submarino com formato de caravela surge das rocas sendo pilotado pelo Doutor S.M.C, que começou a nos seguir dando início a uma perseguição alucinante.
Foi quando o meu relógio natural me acordou dizendo que eram 6h30 da manhã.
Tudo parecia tão real.
0_o
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A expressão “OK”:
A expressão “ok”, como todos devem saber, é de origem da língua inglesa. Na verdade o círculo que precede a letra ‘k’ não é a letra ‘o’ e sim o número ‘0’. Como os americanos muitas vezes pronunciam a letra ‘o’ no lugar do ‘0’, a pronúncia de “zero K” se tornou “ok”. Por exemplo: a pronúncia do número “101” será quase sempre “one o one” e não “one zero one”.
Agora por que “zero k”?
Numa das diversas guerras em que os EUA participaram, os generais anunciavam as batalhas vitoriosas pelo rádio com a expressão “ok”, que significava “zero kills”. Nenhuma perda. Como se fosse um fatality do Mortal Kombat. “Matamo geral e não perdemo um peão sequer”.
Quem me contou isso foi um peruano, estudante de odontologia que trabalha na apple store de Lima. O grande César Bringas!
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Diálogo:
Ontem eu estava conversando com a minha amiguinha Amandinha e ela disse que estava colecionando diálogos de filmes. Eu contribuí com um que eu acho genial.
No filme “Simplesmente Amor”, existem diversos personagens com histórias paralelas que falam sobre o amor. Numa delas, Sam é um garotinho de uns 11 anos de idade que perdeu a mãe recentemente. Seu padastro, Daniel, nota que Sam está muito calado, muito tristonho e resolve chamá-lo para uma conversa:
Daniel: So what’s the problem, Sammy-o? Is it just Mum, or is it something else? Maybe… school – are you being bullied? Or is it something worse? Can you give me any clues at all?
Sam: You really want to know?
Daniel: I really want to know.
Sam: Even though you won’t be able to do anything to help?
Daniel: Even if that’s the case, yeah.
Sam: Okay. Well, the truth is… actually… I’m in love.
Daniel: Sorry?
Sam: I know I should be thinking about Mum all the time, and I am. But the truth is, I’m in love and I was before she died, and there’s nothing I can do about it.
Daniel: [laughs] Aren’t you a bit young to be in love?
Sam: No.
Daniel: Oh, well, okay… right. Well, I mean, I’m a little relieved.
Sam: Why?
Daniel: Well, because I thought it would be something worse.
Sam: [incredulous] Worse than the total agony of being in love?
Daniel: Oh. No, you’re right. Yeah, total agony.
Não vou traduzir não. Se você não sabe ler em inglês considere que o título desta postagem é 2 em 1 ao invés de 3 em 1.
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Errata nº 01
Fevereiro 12, 2009
Eram 4h14 da manhã no relógio do meu celular, quando eu acordei de um sonho nem tão estranho assim: indivíduos drogados e nus eram fotografados. Depois, iam, sãos, revelar as fotos com um aspecto encabulado no rosto. Uma dessas pessoas era a Julianne Moore com cabelos castanhos. Foi quando eu acordei e me dei conta que faltou o filme mais marcante da semana na postagem passada: Ensaio Sobre A Cegueira.
Esse esquecimento me custou ao mínimo 30 minutos acordado durante a noite, pensando no filme.

Ocupando a décima sétima posição na lista de 2009, Ensaio Sobre A Cegueira, que chegou aos países de língua inglesa como “Blindness”.
Apesar de eu nunca ter lido o livro do Saramargo, alguns fatos me marcaram a chegada deste filme antes de ele ficar pronto para estréia.
O primeiro foi o vídeo no You Tube [+vídeo] do Saramargo e o Meireles ao final da primeira sessão do filme, só para staff. A emoção do portuga me comoveu.
O segundo, foi quando numa noite em que eu estava sozinho na sala de TV da minha antiga casa lá de Jersey, assistindo Adult Swim no Cartoon Network, num intervalo de algum desenho eu vi o trailer do longa pela primeira vez. Fiquei com um aperto no coração de tanta vontade de vê-lo.
O terceiro fato marcante foi a respeito de uma matéria que eu li [+G1] comunicando que a Federação Nacional dos Deficientes Visuais dos Estados Unidos estava preparando protestos em frente aos cinemas nos primeiros dias de exibição nacional de Blindness. Povo ignorante dos infernos, morram.
Filme foda. Fiquei sabendo de críticas ruins, mas a minha crítica é a melhor possível. Não posso dizer se o Meireles fez ou não um bom trabalho de adaptação, pois como eu já disse, nunca li a obra do Saramargo. Mas partindo do material que eu vi anteontem na minha sala de TV… clap, clap, clap. Tudo muito bem feito.
Os personagens não são identificados por nomes em momento algum. São todos seres humanos, uns mais, outros menos egoístas, mas, todos lobos do próprio homem.
Detalhes de plano de fundo enriquecem as cenas ricas em cheiro de merda.
Um dos melhores filmes que vi este ano, até agora.
Como eu pude esquecer?
Yes, Yes, YEAH!
Fevereiro 11, 2009

When she walks she strings her arms, instead of her hips.
When she talks she moves her mouth, instead of her lips…
[... essa música é muito legal, gente].
Chegamos à sexta semana completa de 2009. Dá-raaá! E a contagem dos filmes que eu assisti este ano continua:
O meu décimo quinto filme de 2009 foi a comédia Four Christmases, que chegou no Brasil como “Surpresas do Amor”. Com a Reese Whiterspoon e o Vince… Vaughn. Serei breve: engraçado, porém ruim. A não ser que você queira muito, mas muito mesmo ir ao cinema e não há nada de novo que você não tenha visto, entre na sala 8 do cinemark por esses dias. Caso contrário corra. Corra para longe. Sem mais.
Em décimo sexto lugar, Yes Man. Chegando como “Sim, Senhor” no nosso querido e amado país, o Brasil.
De agora em diante, quero dizer sim para todas as oportunidades que a vida me oferecer. Exceto experiências homossexuais, degustação de excrementos ou seres vivos em geral, drogas com alto poder de vício e suicídio.
Ouvi muita gente falando ao final da sessão que “era apenas mais um filme de caretas do Jim Carrey”. O negócio é que eu estava bem ansioso para ver o Jim Carrey e suas caretas novamente. As pessoas podem estar enjoadas, mas eu ainda me divirto com ele em filmes do comédia. Ele também manda muito bem em outros gêneros. “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” e “Cine Majestic” que o diga.
Agora o que mais me chamou a atenção foi a fofureza incondicional da Zooey Deschanel. A Ju [...Uliana Celestino] já tinha me falado que ela era fofa. Concordo, assino em baixo, reconheço firma em cartório e tudo mais.
Já tinha visto um outro filme com ela chamado Failure to Launch [que eu não vou procurar o nome em português porque tenho uma força centrípeta agindo em mim chamada preguiça] e também tinha visto [porém não me recordava] um clipe clássico com a senhorita Deschanel. Guess wich?! [+ aqui]. Outra prova de sua fofura é a bandinha dela [também apresentada para mim pela Ju] chamada She & Him [+ vídeo]. Nada a ver com a banda dela do filme, que também tem bastante talento envolvido.
Bem, creio que seja isso.
Foram apenas esses dois, os filmes que eu vi nessa última semana.
Dúvidas? Não? Não?
Então acabou.
É só isso mesmo.
Pois é.
A gente se vê, então.
Valeu!
Tem como terminar uma postagem de uma forma mais sem graça que esta?
Não consigo imaginar.

Daaammmn!
Abdução
Fevereiro 10, 2009

Caros amigos, “à toas”, leitores do Ócio, quando vocês se depararem e se incomodarem com algo escrito erroneamente neste blog, por favor, me comuniquem.
Não sou uma gramática e nem um dicionário personificado [longe disso], porém, sou um grande apreciador da nossa língua portuguesa. Gostaria até mesmo de tomar algumas aulas de português neste momento da minha vida, já que nunca é demais aprimorar os conhecimentos nessa área.
Infelizmente não me dou muito bem com livros, uma vez que a minha concentração não me ajuda muito. O último livro que li, foi iniciado em meados do segundo semestre de 2007 e terminado em meados do primeiro semestre de 2008. “O Triângulo”, do inglês Ken Follet. Não eram nem 400 páginas de leitura e eu tomei todo este tempo para finalizá-lo. Falava sobre espionagem entre egípcios, israelenses e palestinos. Depois deste “best seller”, comecei a ler “Mitos e Lendas: Heróis do Ocidente e do Oriente” do Antônio Furtado e “Death With Interruptions” do José Saramargo. No primeiro, o autor citava algum herói mitológico, dissecava-o e depois transcrevia a tradução da história original contada da forma mais arcaica possível. Incrivelmente chato. De repente se eu fosse uma pessoa com ótima capacidade de concentração, como eu já disse, conseguiria me dedicar e me divertir com ele. No segundo livro, “Death With Interruptions”, eu caí na besteira de treinar o meu inglês com um livro de ninguém mais ninguém menos que José Saramargo, que mesmo em português é uma leitura difícil. Muito interessante a forma de escrever desse Portuga. Ele escreve parágrafos gigantescos mesclando narrativa e diálogos que são delimitados por vírgulas e alguns poucos pontos. Porém nem todas as vírgulas têm o mesmo papel. Algumas funcionam como uma vírgula normal:
“The state will try to survive, although I very much doubt it will, but the church, The church, prime minister, has grown so accustomed to eternal answers that I can’t imagine it giving any other kind, Even if reality from the outset, and yet we’re still here, What will the pope say, If I were pope, and god forgive me the ridiculous vanity of imagining such a thing, I would immediately issue a new thesis, that of death postponed, With no further explanations, The church has never been asked to explain anything, our specialty, along with ballistics, has always been the neutralization of the overly curious mind through faith, Goodnight, your eminence, see you tomorrow, God willing, prime minister, god willing…” (pág. 12)
De qualquer forma, não tive paciência para continuá-lo. Mas a minha preocupação com a língua portuguesa atravessa as fronteiras da escrita. Nem vou dizer que acho muito bonito quando encontro uma pessoa que fala tudo muito corretamente [até porque às vezes é um saco], mas, fico chocado quando converso com pessoas que falam tudo muito errado. Agora você vem e me pergunta: “Ei, Tiago! Como é trabalhar numa loja de materiais de construção em Guriri?” E eu te respondo: “O meu ouvido sangra”. Sabe o que mais me preocupa nisso tudo? O homem é produto do meio e cedo ou tarde eu vou começar a falar errado.
:/
Me parte o coração saber que esse problema já chegou na minha casa. Meus pais soltam cada uma de vez em quando, que me entristece. Logo meu pai, que ao contrário de mim, é um leitor assíduo e costumava nos corrigir. Então, que o jeito é tentar ser o mais resistente possível, e sempre que tiver a oportunidade, conversar com pessoas que sabem usar o plural, que sabem que mim não faz nada, e que o pedaço de cano não está “trevessando” a parede, mas sim “atravessando”.
No mais, na última quarta feira eu não escrevi sobre os filmes da semana, porque não existiu nenhum. Passei a semana fugindo da realidade me embebedando com velhos e novos amigos. Revitalizante!
Então tá então.
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