mmmmovies
Março 25, 2009

Hoje fechamos a décima segunda semana completa do calendário civil do ano 2009 d.C.
Sem mais delongas:
The Holiday, foi o décimo nono filme do ano de 2009. Chegou ao Brasil como “O Amor Não Tira Férias”. Bonitinho, mas nada de demais. Um “joinha” extra para a profissão do personagem do Jack Black, que é músico de bandas sonoras de filmes hollywoodianos. E um “ovo cozido” pra Cameron Diaz, que tem sempre a mesma cara de pateta em todos os filmes que faz. Fato.
…
O vigésimo filme do ano, o brasileiro Meu Nome Não é Jhonny, [...o meu nome é João Guilherme Estrela, meritíssima].
O Selton Mello, além de ser um cara bacana e engraçado, é um rapaz muito engajado na cultura cinematográfica brasileira. E eu o admiro por isso.
Neste longa conterrâneo, Selton revive a trajetória de João Guilherme, que foi um jovem bastante popular e se tornou um traficante da zona sul do Rio, registrando histórias fantásticas e tristes [e mostrando mais uma vez que a vida de drogas e crimes não compensa. Não é mesmo, criançada?].
3 coisas:
• As cenas em que mostram a infância do garoto João Guilherme com sua família são ingredientes essenciais para mexer com o meu lado nostalgia, deixando o resultado do filme mais emocionante. É um artifício muito usado, mas que quase sempre dá certo.
• O filme do Selton Mello que eu quero muito ver se chama Árido Movie, que teve muito pouco impacto na cena nacional.
• Selton está rodando um filme no qual interpreta o falecido imigrante brasileiro Jean Charles de Menezes, que em 2005 foi whathafuckmente executado pela Scotland Yard na entrada de uma estação de metrô em Londres. Deve ser no mínimo interessante. [Os americanos chamam metrô de subway. O ingleses chamam de tube. Não ouse inverter as palavras no país em que você estiver]
…
Em vigésimo primeiro lugar, The Pink Panther 2. Fantasticamente traduzido no Brasil como A Pantera Cor de Rosa 2.
Isso que dá deixar o meu grande amigo Greenshu escolher o filme. Foda.
Você que viu o primeiro filme da série sabe que a única piada memorável foi a do hamburger, certo? Então, que, por falta de piadas memoráveis nesta segunda etapa, eles repetem a da primeira, colocando em cheque sua graça.
Steve Martin é engraçadinho e deve ser um cara muito legal, mas nunca passou disso para mim.
…

Who watches the Watchmen?
Em time que está ganhando não se mexe, certo? Talvez, pensando nisso, não colocaram nenhuma traduçãozinha escrota para o nome deste filme [apenas adicionaram “– O Filme”, uma vez que todos os filmes estrangeiros que estréiam no Brasil precisam ter uma parte do título em português. O que não me agrada tanto, mas é aceitável]. Talvez, pensando nisso, fizeram uma adaptação formidável, já que foi a única série em quadrinhos da história a entrar para a lista dos cem melhores romances, publicada pela Times desde 1929. Talvez por isso, os fãs da série em quadrinhos Watchmen aclamaram tanto o filme.
Uma coisa que eu não gosto muito de fazer [e não gosto que façam comigo] é criar expectativas, pois as pessoas têm sensibilidades diferentes. O que é bom para alguns não é tão bom para outros. Sendo que muitas vezes eu fui assistir a um filme pensando que teria uma experiência primorosa, quando no final, tudo não passou de mais um filme legalzinho [e olhe lá].
Então, antes de continuar a escrever a minha opinião há cerca de Watchmen, saibam que algumas pessoas me falaram que não gostaram do filme. Acharam ele parado, reclamaram do cara azul que aparece com o piru de fora e blá-blá-blá. Você pode entrar para este time de zé ruelas. E se você o fizer, eu deixo para você o meu sincero foda-se! Por que a minha equipe é composta por pessoas que acharam este filme magnificamente excepcional. Pu-ta-que-o-pa-riu, Jesus me chicoteie!
Eu geralmente gosto muito de adaptações de quadrinhos para cinema, [exceto a de Spawn] mas essa, mesmo que eu nunca tenha lido nada a respeito de Watchmen até antes do assisti-lo, eu achei linda, fenomenal, genial. Saí do cinema com uma vontade tremenda de comprar os quadrinhos.
A trama se prolonga num período vasto que atinge desde o início do século passado e se fixa no ápice da Guerra Fria, quando o mundo se amedrontava com a possível guerra nuclear que poderia acarretar o fim da humanidade.
Watchmen mostra a origem dos heróis e como eles fizeram parte da história mundial moderna. As cenas de abertura mesclam história e ficção de uma forma abusada. As músicas são clássicos da época do quadrinho. E os heróis são mostrados acima de tudo como seres humanos [salvo o Mr. Manhattan, o homem azul que aparece com o piru de fora]. Eles salvam as pessoas, combatem o crime, mas têm interesses políticos, conflitos pessoais, erram, têm medo e às vezes abusam do poder. Todos eles possuem características que se definem muito bem ao longo da história, permitindo o cinemeiro [acredite: esta palavra existe] afinar seus sentimentos aos dos personagens.
Desculpe-me se criei uma expectativa muito forte em você que está lendo, mas eu tinha que falar pelo menos o básico. O resto a gente discute depois que você assistir Watchmen, beleza?
…
Já assisti o vigésimo terceiro filme de 2009 umas três ou quatros vezes antes: Superbad. No Brasil [assim como Watchmen] adicionaram o sufixo em português deixando o título como: Superbad – É hoje.
Como a Ju [Uliana] disse, é um filme de meninos. Não sei até que ponto ela tem razão, mas não deu outra: eu e meu grande amigo Gaberito rindo das macaquices de Superbad no chão lá de casa. Supimpa! Como eu já disse antes, os filmes do Seth Rogen estão se tornando o novo padrão de boa comédia americana. Sem mais.
…
Tenho mais três filmes para escrever a respeito, mas vou deixar para uma próxima postagem, senão esta ficará um saco e ninguém vai querer ler até o final.
Se é que alguém realmente a lerá, né?!
[Editado]
“None of you understand. I’m not locked up in here with you. You’re locked up in here with me.” (Rorschach, Watchmen)
.
in’s e afins
Março 19, 2009

Daaamn! Mais uma quarta feira que passa e eu não escrevo sobre os filmes que assisti. Estou devendo 7 filmes ao todo. Foi mal aí pela demora, gente, mas tô com hemorróida, aí não consigo me colocar sentado para escrever [eu minto].
De qualquer forma, vou continuar devendo, pois estou me arrumando para dar um rolé com a minha irmã e uns amig0s aqui no Put Fire, January’s River [Botafogo, Rio de Janeiro... pra quem não pegou a piadinha escrota].
Deixo para vocês uma célebre citação do saudoso Charlie Chaplin:
“…” [Chaplin, Tempos Modernos]
*Esta postagem é dedicada à [a crase continua ou não afinal?] minha irmã que debateu comigo as frases do Chaplin, e ao Clodovil que depois de muitos anos de vida, finalmente saiu do coma profundo [+ aqui] [eu sei que não tem graça, mas eu não consigo parar].
.
If I can make it there…
Março 5, 2009
…I’m gonna make it anywhere…
Eu já vinha querendo escrever sobre isso, mas hoje eu me deparei com esta imagem que eu tinha gravada no meu vaio há um certo tempo e comecei a me sentir apto a começar.

Sabe aquele sentimento que você tem quando vai a uma boa exposição de arte ou numa apresentação musical ou teatral? Ou quando você vai ao cinema assistir um novo filme que te altera o estado de percepção das coisas? Que te deixa emotivo? Ou quando você vê uma fotografia que te deixa feliz, que te faz pensar, que simplesmente te cativa? Um sentimento de enriquecimento pessoal. Que te faz fugir da realidade. Na verdade nem é uma fuga da realidade, mas sim uma expansão da própria. When your mind blows up.
Sabe o que seria muito bom? Se alguém inventasse uma bebida, como se fosse um energético naquelas latinhas bonitinhas, que ao tomá-la, ela nos traria esta sensação. Assim, para aqueles que fazem deste sentimento uma necessidade, poderiam viver em qualquer canto do planeta sem sofrer com aquele vazio.
…
Lembro da primeira paisagem que eu vi ao chegar em Manhattan: o Ground Zero do Word Trade Center, visto ainda de dentro do Path Train. No momento eu não registrei nada, mas fiz questão de repeti-lo com a máquina fotográfica na mão algum tempo depois, para eternizar o momento:
A verdade é que eu sinto muita falta de NYC. Lá eu me sentia culturalmente alimentado. Todos os dias, a todo o momento. Eu andava maravilhado por uma rua cheia de informações interessantes, e quando eu voltava lá na outra semana, eu me enchia de novas informações. A música está em todos os lugares. Clássica, Jazz, Blues, Soul, Rock, Pop, Hip Hop, Rap, Regional, Reggaeton, Reggae, Punk, Club, Tribal, whatever, tudo e em todos os lugares. Nas estações do metrô, nas esquinas, nas praças, parques ou calçadas.
As manifestações culturais são vastas, mínimas, intensas, vagas, transitórias, permanentes, complexas e singelas. São inúmeras, são aparentemente infinitas. Lembro de uma noite fria, no início do outono, quando eu atravessava a Park Ave, na altura da 56th st, indo em direção ao Central Park, e de longe, o som solitário de um saxofone pedia licença às músicas dos restaurante para explorar a vizinhança. Quanto mais ao oeste eu andava, mais claro e imponente o saxofone se tornava. Na outra esquina, a música tema de Pink Panther que emanava do metal só se misturava às buzinas dos táxis amarelos, e eu consegui avistar o clássico senhor negro com seu sax dourado e o case aberto para os pedestres colocarem um trocado.
Outra vez, eu fazia meu caminho por algum trem que não me recordo no momento, quando um outro rapaz entra e começa a falar alto que não queria atrapalhar a viagem de ninguém, só queria mostrar um pouco da sua voz. Com o espírito independente de um novaiorquino que se preza, logo pensei: “que saco!”. Mas quando o rapaz começou a cantar, aquela voz parecia afagar a minha cabeça me chamando de amigo. Mudou o rumo do meu dia.
Sem contar com o rapaz e seu violoncelo na Washington Square, a oficina de percussão no Battery Park, os violinistas no zoológico do Central Park e as apresentações de street dance, as segundas feiras de Blues Jam no Scotland Yard [que na verdade, fica em Hoboken a cidade do Frank Sinatra, do outro lado do Rio Hudson, no estado de Jersey, mas eles tinham o seguinte dizer na parede: O melhor bar de blues de New York está em Hoboken].
Tanta coisa.
Os museus que precisam de alguns dias para serem visitados por completo, e que quando você acha que viu tudo, alguma exposição móvel já foi substituída.
É fantástico admirar os quadros originais dos maiores artistas que a humanidade já registrou. É fascinante chegar perto de elementos tão antigos das civilizações mais arcaicas do planeta. Visitar um pouco da cultura dos povos que habitaram, ou ainda habitam territórios espalhados nos cinco continentes.

Existe um grupo americano chamado Improv Everywhere [+ aqui]. Eles fazem intervenções curiosas em lugares inusitados. Dá muita vontade de estar lá para vê-las ao vivo.
As duas intervenções deles que eu mais gostei foram a Frozen Grand Central [+ muito bom] e High Five Escalator [+ aqui].
Mas a iniciativa e a coragem de fazer este tipo de intervenção não funcionam somente por mérito dos participantes, mas também pela abertura do público. Eles estão preparados para isso. É incrível. Imagine isso acontecendo em qualquer canto de Vitória, ou até mesmo do Rio de Janeiro. Infelizmente não consigo visualisar um bom resultado.
…
Pois é. Acredito que esteja na hora de parar de escrever um pouco. Até porque se eu fosse escrever sobre tudo, tudo mesmo, eu precisaria subdividir esta postagem em capítulos.
É tudo o que a imagem daquele texto diz. As culturas, as pessoas, os restaurantes, as locações de filmagens famosas, os parques, a natureza, os sistemas de transporte, a segurança, as pessoas interessantes, o desfile de cachorros bonitos, os loucos, os artistas, os judeus, os latinos, os russos, os brasileiros, os asiáticos, os europeus, os árabes, o starbucks, o glamour, os inúmeros pontos turísticos, o dia e a noite novaiorquina, o sentimento de estar participando daquilo tudo, enfim, é tudo muito New York.
Algumas pessoas que leem o Ócio sabem sobre o que eu estou falando. As demais, eu torço muito para que descubram.
…It´s up to you, New York.
.
Preguiça de dormir
Março 4, 2009
Puta fa;ya dfp que fazer///
to figigtamdop se, olharpra ye;a d xp,[iyadpe r se, po;jae [rp ytec;adop. se oljps fecjadps, na bedade. será qie bao dar certp?
Bewre,ps/1,2,3 e j[aL
Aff… bixo. Que droga, heim?! Preciso dar uma melhorada na digitação.
Tradução:
Puta falta do que fazer…
to digitando sem olhar pra tela do computador e sem olhar pro teclado. De olhos fechados, na verdade. Será que vai dar certo?
Bora ver. 1,2,3 e já: